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Sobre a Sofia Reino

Design, Marketing, Desenvolvimento de receitas,
Chef vegana e vegetariana, Mãe, Sobrevivente
do cancro da mama e do pulmão.

 

Vive em Lisboa com a sua filha mais nova e dois cães, e trabalha

no sector de design e marketing, desenvolve receitas para vários

livros de culinária. Portuguesa nascida na Tunisia, cresceu por vários

países na Europa e acabou nos EUA onde viveu pela América profunda.

 

Desde jovem, a culinária e a saúde sempre foram importante na

sua vida. Em 2017 após ter lidado com o primeiro cancro da

mama triplo negativo, decidiu mudar a sua vida por inteiro.

 

Deixou a sua vida profissional nos EUA e voltou para Portugal

onde começou um projeto de quinta biológica comunitária, TerrAzoia.

Durante quatro anos e com a ajuda da comunidade, criou-se um espaço de agricultura biológica, música, arte, terapias complementares , workshops de culinária saudável e eventos de horta para a mesa.

 

Em 2022, decidiu-se mudar para Lisboa, e vendeu a quinta. Hoje com o nome de TerrAjuda, foca-se no design, marketing para empresas pequenas de eventos, saúde, turismo e culinária, e ainda é chef para eventos e retiros e faz trabalhos de voluntariado como cancer advocate com mulheres com a doença oncológica..

Durante o seu tempo livre, gosta de  ler, lidar com arte, viajar, ou encher a casa de pessoas para que possa cozinhar. Hoje vive com este motto: criar memórias diárias!

A minha historia com o cancro da mama

Nos finais do mês de Março de 2015, senti um nódulo no peito do lado esquerdo enquanto tomava duche. Senti logo que algo não estava certo. A primeira vez que lidei com cancro da mama, foi como cuidadora informal da minha Mãe, aos 19 anos. Vivíamos na altura em Nova Iorque quando ela foi diagnosticada de cancro da mama hormonal. Ajudei-a após a mastectomia, durante a químio e a radio. Quase vinte anos mais tarde, a minha Mãe voltou a lidar com cancro da mama, desta vez triplo positivo e pouco tempo depois espalhou-se pelo resto do corpo, ficando assim em estadio IV.

Em Maio de 2014, após deixar as minhas filhas nas respectivas escolas, recebi aquela chamada que nunca queremos receber, com os resultados da biopsia, sendo um triplo negativo em estadio II. Senti-me só. Tinhamos acabado de nos mudar para a Carolina do Sul e não conhecia ninguém. Além disso, ainda estava a recuperar da morte da minha Mãe, meses antes.

Tive sorte em ter tido uma equipa oncológica tremenda e que aceitou em eu também ser seguida por terapias complementares como o reiki, acupunctura, meditaçãoe terapia ocupacional. Tendo eu muita informação sobre a nutrição e mesmo o certificado de nutrição à base de plantas como também de health coach, decidi criar o meu plano de dieta para melhor lidar com os tratamentos.

Dia 25 de Junho de 2014, fiz uma mastectomia radical, seguido por 4 doses de quimio AC e 12 de taxol. Só nos finais de 2016 é que decidi fazer a reconstrução mamária.

 

Pouco tempo após saber que tinha cancro, entrei numa associação Americana, YSC (Young Survival Coalition), e apercebi-me logo que queria  voluntariar e ajudá-las. Educaram-me através de uma formação intensa de 2 anos para ajudar e formar sobreviventes do cancro da mama, cuidadores informais e docentes medicos.

Através dessa formação, hoje como cancer advocate também dou formação sobre este assunto. Um ano após chegar em Portugal, conheci a Katya, e houve logo uma conexão brutal e empatia entre as duas. Quis logo começar a ajudar-la no que podia. Ao principio de 2023, a Katya lança-me uma ideia, que claro que não podia recusar. Alargar A Casa Rosa, e abrir as portas aqui em Portugal para podermos ajudar ainda mais mulheres!

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